Aquário
Dizem que o Aquário , por ser regido por Úrano, um planeta descoberto durante a Revolução Francesa, é o exemplo do cidadão do mundo, um porta-voz nato do lema "igualdade, liberdade, fraternidade".
Isto pode ter sido em 1789, quando a democracia ainda era novidade. De facto, o Aquário sempre foi um cidadão do cosmos, muitos anos-luz adiante do seu tempo, ou, no mínimo, em dia com as causas mais vanguardistas da sua época. Hoje, ele seria um veterano do Greenpeace, assim como na década de 60 deve ter sido o primeiro hippie da cidade.
O Aquário típico é aquela pessoa que estava a pensar certas reformas religiosas antes de Lutero nascer, cantava a Internacional quando Lenine ainda frequentava a escola e já imaginava a teoria da relatividade quando Einstein usava fraldas. Pode não ter tido o génio destes três, mas, seguramente, enxergava tão longe quanto eles.
Na pele de herege, cientista ou reformista social, o Aquário é o grande inventor do zodíaco, um utopista incorrigível, o livre-pensador um tanto aéreo, que nunca desprega a cabeça das grandes e nebulosas causas da humanidade.
Naturalmente, eles ficam tão vidrados nas suas causas abstractas que não vêem um palmo adiante do nariz, o nativo deste signo é também aquele que, por amor à humanidade, às vezes não hesita em sacrificar um ou dois homenzinhos de carne e osso.
Em contrapartida, são os seres mais desprendidos e despreconceituosos do sistema solar. Nunca verá um Aquário racista ou machista, a não ser que seja um gravemente neurótico.
Muito mais comum será encontrá-lo numa roda de amigos discutindo sua nova teoria para a solução dos problemas nacionais, terceirizar o governo, contratando consultorias internacionais para ocupar os ministérios: Impraticável? Protestantismo, comunismo e teoria da relatividade também pareciam, no início.
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